INÈS BARAHONA - a Mulher e a sua pintura
A life as art revela a mulher e a pintora Inès Barahona, uma exposição inaugurada ao público no Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos no dia 4 de Junho, onde ficará até 27 de Setembro 2026.
Da Mulher, disseram o companheiro Bruno Réquillart e os amigos que Inès era um ser livre, generoso, rebelde e de uma imensa curiosidade por tudo. Alguém que lutava pela justiça social. Que estudou na Suiça com uma pequena bolsa de estudo porque os pais lhe negaram apoio financeiro devido às suas ideias de igualdade social.
Nasceu em 1943 e viveu até 2020. Tendo raízes alentejanas, terra de onde a sua família era oriunda, Inès e Bruno decidiram instalar-se na casa de família dela, em Pavia, onde viveu as últimas décadas da sua vida.
A aproximação entre os dois ocorreu em Paris enquanto a artista estudava nas Belas Artes como
bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, integrando o círculo da Maria
Helena Vieira da Silva.
Da pintora, sabe-se que trabalhou em Paris pela primeira vez em 1959, onde estudou gravura no Atelier 17, com S. W. Hayter, e pintura na École des Beaux-Arts. Nos anos seguintes, participou em diversas exposições de gravura na Alemanha, França, Inglaterra, Jugoslávia e Estados-Unidos da América. Regressou ao trabalho em pintura em 1971, data em que lhe foi concedida uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Participou, posteriormente, na exposição «Grands et Jeunes d’Aujourd’hui», no Grand Palais, em 1972 e 1973.
A bolsa da FCG foi prolongada para os anos de 1972 e 1973, tendo em conta a opinião da pintora Vieira da Silva, que a acompanhou nos seus estudos em Paris.
Assim escreveu Margarida Nunes sobre a sua visita à exposição:
"Uma magnífica surpresa o encontro com da obra de INÈS BARAHONA que inaugurou dia 4 de Junho e estará disponível até 27 de setembro no centro interpretativo do Tapete de Arraiolos. Surpresa que começou com a grafia do nome, até aos testemunhos dos amigos que conviveram com ela e nos preencheram a imaginação com cuidadas descrições da sua personalidade. O seu companheiro e curador da presente exposição, Bruno Réquillart, sublinhou veementemente que Inès era "um espírito livre". As suas obras impactam pelo traço, pela cor, pela dinâmica das formas que nos impõem a estética da liberdade criativa de Inès.
Para visitar novamente..."
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